Olhei no espelho e não me vi.Não reconheci o homem à minha frente,
pensei nunca tê-lo visto.
Ele me sorriu
como se me conhecesse,
acredito ter retribuído o sorriso para o homem cansado.
Nos viramos e partimos
rumo aos nossos destinos e
ao me virar notei que
caminhava e também me olhava.
Havia algo muito familiar naquele homem estranho.
Mais tarde
voltei ao espelho e
recordei-me dos olhos insanos do velho homem.
Meu cão me puxava a calça
querendo brincar.
Abaixei-me e lhe acariciei o dorso
e ao voltar-me ao espelho,
lá estava o homem.
Ainda mais estranho,
ainda mais insano,
e a navalha em sua mão brilhava, criando um temor horrível em meu peito.
Nos encaramos por um momento e
num só movimento, lançou a navalha em minha face.
Olhei no espelho e relutei em acreditar.
A navalha moveu-se rápido.
O homem estranho sumiu.
Um menino surgiu e sorriu.
Lembrei-me da infância querida,
da aurora de outrora,
dum tempo distante de mim e
minha alma...
Lavei meu rosto e olhei no espelho;
lembrei-me do homem, vi o menino,
parti em passos lentos
apoiado em minha begala, com a mão
trêmula e enrugada.
Um dia as pedras se encontram, elas sempre se encontram ........
ResponderExcluirAssista Das Rad no youtube, é um curta sobre as pedras, muito bom.
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