terça-feira, 3 de julho de 2012

À você...

     Seus olhos que anseio contemplar,
agora mais que antes. Um lugar no tempo
reservado no desejo já "despido de qualquer nostalgia".
     Interessante em suas idéias e não menos interessantes
os impréstimos e colocações inteligentemente colocadas.
Desperta assim um interesse e uma fome de saber,
conhecer, desvendar... Perdido entre estrelas,
procurando te encontrar na vastidão do Universo luminoso.
     Eu apenas comtemplo esse caminho distante,
traçando uma rota que me leve ao seu sorriso, diretamente.
Mesmo inseguro, mas livre de medo... como uma larva mutada,
batendo pela primeira vez as asas, voando, vivendo, sorrindo,
vencendo, experimentando, chegando até você...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Histeria coletiva

Ódio...
devora a alma, invade o coração.
No peito uma pressão
e o desespero o domina.
Maldade mundana,
histeria coletiva,
caos social...

Os vermes de tuas entranhas
correm-lhe à face,
cavalgam sua índole.
Escorre fel de tua inoscência
e da tua descência perdida...

Seu Guardião não presta,
é imunda sua existência - o Mundo
alimenta sua luxúria.
Beba no cálice capital de falsos ideais,
pois tão pouco resta...
nem ao menos conhece as saídas e
oque realmente resta?
Droga!
é isso...
droga...

Amada lua

Surge contrastando no céu descoberto,
Uma lua casta...
Inspira o uivo afetuoso e reverenciativo,
assim - rotina epopéica - surge a escuridão.
Lua.
Marca e relembra
dor e amor;
Mementos felizes, incessante
Agonia...
Sela o pacto.
Finda, o que testemunhou ser eterno...
deterioração...
Nascimento.
Lua.
Luz fatigada,
refletida;
Lua iluminada.
Tua face: espelho...
Óh lua!
Ouvinte de lamúrias, histórias sofridas.
Não sei ser espelho como tú - sou sol.
E ei de brilhar por toda vida.
Óh lua!
Apaixonar-me por ti fui, em meu peito
uma ferida...
Como assim pude te amar, para intrépido
um eclipse esperar,
se tua chegada...
marca a minha partida.

domingo, 10 de junho de 2012

Eu negado

Hipocrisia
dizer não ser
ou fazer...
fazer 
o que fala para poder desviar
do desespero.

Quando não quer,
quebra.
Quando não convém,
deixa.
Quando não tem direção,
segue o coração.
Quando o mesmo falha,
a razão rasga como navalha.
Sem hipocrisia ou arrependimento,
não deixa a razão ser usurpada
pelo sentimento.

sábado, 9 de junho de 2012

     Do sentimento fez-se a melancolia,
veio ao anoitecer e ficou até que fosse dia,
onde não se falava, chorava ou ria;
e me vi nesse plano vagando,
de onde me ausento pensando nas fúteis coisas da vida,
idéias,
delírios...
     Ausente, percebi que algo me faltava,
mais longe a via quanto mais a procurava
e não sabia que oque procurava estava tão próximo.
     Busquei respostas em alguém,
logo abandonando a busca.
Só eu sabia como sentir-me bem.
E ao lembrar disso, se ria.
     Tanto alguém eu desejei e nem sequer sabia...
que estar em mim era preciso,
que só assim ostentaria um sorriso
e alegremente continuaria vivo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu (texto de Saulo Rafael)

Quando me iludo,
É quando vislumbro, 
É quando tateio a idéia, da posse,
De me apossar de algo,
É de me apossar de mim mesmo,
De me separar desta carne,
Dessa máquina bio-lógica,
De reações químicas e exatas,
Que assim o é, para si manter, para me manter,
Preso dentro dela, do corpo,
Da máquina, como a em uma cela,
Eu, quando suposta-mente,
Me aposso, de mim,
Quando vislumbro a idéia,
De me encontrar, 
Fora de mim, e com o meu eu,
Penso ser assim, intangível, 
Consciência pura e plena,
Que nesta fuga, ganha vida,
E que volta, a esse corpo,
Para com outras e outros interagir,
Um dia, sem esse corpo, sem essa matéria,
Poderei me encontrar comigo, me ver,
Sem espelho, não precisarei dele,
Pois poderei me sentir, 
E senti-los, e assim, 
Poderei me encontrar com você e com todos,
Como antes,
Sem matéria, sem máquina,
Sem corpo, Sem prisão,
Sem precisar me isolar,
Nem de mim nem de você,
Leve, desprovido de matéria e corpo,
Como a uma alma ou fantasma,
Voando por aí,
É, eu, você, nós,
E enquanto viver,
Mas enquanto isso,
Vou continuar, a dar minhas escapadas,
Para me encontrar comigo, lógico,
Vou me preparando, em segredo,
Para então, depois, 
Me encontrar com todos...

Saulo Rafael 05/06/2012

E, e lembrando de Raul, "...e da janela desses quartos
de pensão, eu como vetor, tranquilo eu tento uma
transmutação..." ( S.O.S / Raul Seixas )

Eu Eduardo agradeço ao nosso contribuinte Saulo, acrescentando que quem desejar ter algo postado aqui que entre em contato. Nas entrelinhas deixe você também o seu ponto de vista. Obrigado.

Um próximo olhar distante

O olhar.
Que num piscar,
faz sorrir ou chorar.
Atemoriza,
intrépido atacante,
atinge o alvo não obstante,
apenas questão de segundos.
Um instante...
Abre portas,
conta segredos,
demonstra sentimentos,
um adeus eterno...
Uma bela mulher,
lindos cabelos.
Olhos cintilantes que a face ressalta.
Ah! esse olhar...
tímido e sem jeito,
assim como um beijo,
capaz é de tocar a alma...