caminha moribundo,
se vira.
Num grito mudo,
quase não respira.
A flor que naga o pólen,fruta seca sem néctar,
jardim de urtiga jovem,
um santo sem altar,
amas que revivem e morrem.
Quando da face escorre o pranto,
o coração num nó se aperta,
olhos sem brilho ou encanto,
solidão tem presença certa,
se a boca cala o canto.
Não há certo ou errado,
uma faca de dois gumes;
amar só, não é amar ou ser amado,
não há desejo ou ciúmes
se o amor está acabado.


